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28 de dez. de 2008

2008;

Dormir.
Bem vinda ao laboratório.
Adentrar ao Jardim.
Conhecer o milagre dos móveis.
Aniversariando.
Tim Maia.
E a tortura dura infindáveis 9 dias.
Recomeça a lida.
E um viva aos meus dois virgens.
Vagabudear é meu dom enquanto aluna.
Uma voltinha no Hawaí.
Um desenho e uma surpresa.

Feliz Ano Velho.
Muito feliz.
Bem-vindo seja, sr. 2009.


Ele vai, mas vem.
Ainda com o coração palpitante
me despeço e
ajeito meu sorriso
pra receber o dia
outra vez.
One more time

19 de dez. de 2008



Tentei escrever sobre o Natal, mas foi um tentativa sem sucesso, uma vez que, ainda não consigo expressar opinião a respeito, justamente por não tê-la. Ou tê-la por demaseado.
Gosto muito de família e muito de crianças, ou seja, não tenho motivos tais para não gostar de Natal.
Não gosto de me lembrar com morbidez da ausência de alguém importante, não gosto de climão de não-sei-o-que-que-eu-vim-fazer-aqui num silêncio com desconhecidos que possuem o mesmo sobrenome que você, ou seja, não tenho motivos tais para gostar do Natal.
É uma faca de dois gumes e eu, ainda patéticamente levada pelo lado positivo, prefiro conservar o que gosto e desconsiderar o que não gosto tanto.
Pode ser o aniversário de um menino incomum, ou uma jogada de mercado.
Enfim, o Natal é envolto em magias contraditórias e coberto com sorrisos ou lágrimas, só depende com quais olhos você o vê.
E eu, até então, não consigo não me deixar levar por sinos e alegrias em verde e vermelho.


Feliz Natal.

13 de dez. de 2008

- Sobre Maria Flor;

Ainda que verossímil
ela não é realidade
é sonho desbotado
é fuga.

É possível ver
flores em seu sorriso,
borboletas em seu cabelo
e signos em suas mãos.

Um ludíbrio
e você se perde;
Encantante e apaixonada;
apaixonante e encantada.



É pequeno ante a imensidão de coisas que tenho a dizer à ela.
Contudo, não quero me perder no sem fim de adjetivos que tentam, em vão, descrever um pouco dela, um pouco de ser.
Livros de botânica não me ajudariam, e nem milhares de príncipes cantantes, nutridos, ou não, de versos e acordes felizes.
Nada me ajudaria.
Mas, preciso eu de ajuda para dizê-la?
Para descrevê-la, ou cantá-la de forma diferente?
Creio que não, uma vez que, o que sei me basta.
E sei que ela é bonita de admirar, sei também que é parte minha.
Sei que seu colo é fudidamente confortante, e que transtornos obssessivos compulsivos não são nada ante a total falta de lucidez que a compõe.
E gosto dela assim.
Um gostar puro e insano; louco e são.
Leve e intenso; cotidiano e ocasionalmente.
Um gostar amor risonho despenteado.
Sou ambivalente, e ela?

Ahh... ela é a dona do meu jardim.



11 de dez. de 2008

Êxtase.

Ela chora um choro riso
Sem fim e de amor
Ela grita um grito leve
Esvoaçante

Gosta de vê se vai
E vai e sente de novo
Mais gostoso
Alucinante

Todas as novidades
sempre repetidas
cada vez mais saborosas
Embriagante

Ela pula de festejar
ou um ato circense
exagerado
Saltitante

É viver, é amar
Meu amor
cada dia mais
Êxtasiante.

10 de dez. de 2008

Tenho cores.

Na imensidão de confetes
jogados pra cima, pro céu;
Um chuva no meu sorriso
aberto, exposto.

Festa colorida de sensações
longe de tudo ermo,
mas, mais perto
de nada.

É quimera a tristeza
é inteira a minha razão
mesmo não
a tendo.

Lambendo a chuva
e por ventura
correndo, correndo
com ventura.


_ Explosão de ser alegre.

8 de dez. de 2008

Veritate.

É fácil crer em verdades mastigadas.
Mas digerí-las não tem muito sabor.
Não quero mais a realidade alheia.
Estou fechada pra outra opinião.
Quero que meus próprios olhos vejam o que é certo pra mim.
Quero que vejam tristeza, para que eu possa reconhecer a alegria.
Que vejam a traição, só para poderem discernir a lealdade.
Que vejam o ódio caminhando lado a lado com o amor;
E todas as dualidades que completam nosso universo bilateral.
Multilateral.
Quero mergulhar em mim.
E entender, e conhecer, e até renegar.
Estou me livrando de bóias e demais proteções.
Vou agora me manter absorta apenas em mim mesma.
E talvez assim eu encontre a minha verdade.


"A verdade jamais é pura e raramente é simples."
(Oscar Wilde)

4 de dez. de 2008

Amor total;

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
(Vinícius de Moraes)