Marialuz se apaixonou um dia. E amou o mundo, os passarinhos e um balanço de pneu.
Seu sorriso ficou todo gritante, suas pernas sambavam sozinhas.
Não era criança, não era gente grande, era músculo involuntário (como alguns gostam de chamar).
Certo dia, quando estava dedilhando o violão, teve de súbito um pensamento arterial. O pensamento era tão intenso e vivo que estava diante dela, parado. Chegou até a dizer: "Boa tarde!" A tarde ficou tão boa que Maria viu luz emanar do Pensamento, ouviu a Valsinha e sorriu. O violão se calou, o mundo parou de girar.
Foram 2 segundos de uma tarde muito boa.
Amar é parar, é andar
É gritar e calar.
Amar é aquele fogo mesmo....
[continua]
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Brincar de dizer do meu eu.
A porta está sempre aberta.