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24 de jan. de 2009

Meio sei lá.

Não sinto mais
não vejo.
Não quero
não meço
não peço
não mereço.
Nego tudo
e todos
da dor, do sorriso
do torpor
do paraíso.
Não vou
não leio
não vejo
e não preciso.
Não como
não bebo
não durmo.
Apenas
negação.

É o que se faz quando se está assim meio sei lá.
Bem-vindos ao meu não.

Um comentário:

Brincar de dizer do meu eu.
A porta está sempre aberta.