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16 de jan. de 2009

Alvi - nader.




O sol às vezes ri de mim
E ri quando exponho pernas brancas
Brancas e felizes.
Não combino
com dias frios, vazios.
Ou combino, pois adoro.
E faço deles os mais
prenhes e aproveitáveis
Mas o sol às vezes ri de mim
E ri quando exponho pernas brancas
Brancas e felizes.
São frios quentes no meu peito
e eu sei enxergá-los assim.
Gosto do ventinho no rosto
do abraço caloroso que aparta.
De ter motivos pra ficar juntinho.
Mas, mesmo assim,
o sol às vezes ri de mim
E ri quando exponho pernas brancas
Brancas e felizes.
Ler, dormir, sorrir
é bem mais fácil sem ele
E eu sei que ele também
me hostiliza.
É um não gostar recíproco
Ele ignora a minha existência,
e eu tento me esconder da dele
Mesmo quando ele
às vezes ri de mim
E ri quando exponho pernas brancas
Brancas e felizes.
Posso até deixar
que o astrorei saia vencedor.
Mas nada vai tirar
da minha cabeça
que a felicidade é
quente, mas
é quente
no inverno.

~ Senhora das coxas brancas.

3 comentários:

  1. Pois sim, senhora da coxas brancas,
    viva pois vossa translucidez aparente!
    Às costas e a favor de ninguém...
    E por ventura se vieres ver o sol
    que seja no poente quando a lua quase se faz presente, e então não se poderia mais dizer que o mesmo seria uma contínua ameaça para vossa
    magnânima branqueleza!!!

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  2. Use protetor solar
    Mas não se esqueça
    Teu corpo reflete teu ser
    Se és transparente
    Teus atos o serão
    Branca
    Alva
    Como nuvens no céu de verão
    Banhe-se no doce luar
    Como uma vampira
    Ou simplesmente
    Use protetor solar

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  3. Pois bem, vejo alvi-nader, mais alvi do que sempre, será.
    Astro rei sorridente tem adoradoras pra se deliciar; mas o bom é saber que nós escondentes de tais raios, ignóreas de tal adoração a própria melanina, somos mais felizes quando nublado fica, sem chuva, com frio, com ar sem mar pensando e pendurando em alhos e bugalhos; escrevinhando passos dentro das gavetas de dentro, ficando cada vez mais como a folha que manchamos.

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Brincar de dizer do meu eu.
A porta está sempre aberta.