Não sei se sei contar histórias, e sei menos sobre histórias que se contam sozinhas. À parte disso, não posso deixar de dividir as memórias que não me pertencem, contudo, ainda assim habitam meu pensamento. São as memórias de Marialuz.
Marialuz não teve tempo de crescer, pensar ocupava muito de seu tempo e o que sobrava gastava tateando um violão. Tinha toda vontade do mundo presa em seus dedos de lápis de cor, um cabelo cor de pôr-do-sol e nada disso importava. Ria sempre que tinha vontade, e chorava lágrimas tão afiadas que riscavam o rosto, tão densas que pesavam feito chumbo.
Cada acorde, um sorriso.
Cada sorriso, um pedaço.
[continua]
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Brincar de dizer do meu eu.
A porta está sempre aberta.