Cabelos longos de solidão, lavados de tristeza.
Olhos fundos de querer demais.
Corpo curto, não se cresce com verdade.
O pôr-do-sol no sorriso morno.
Uma casa de sonho perdido, de felicidade distante.
Um tapede costurado com vontade.
Pisoteadas, tirando dos pés a sujeira do cotidiano.
Cada dia de sol castigante, um pedido negado.
Portas fechadas, janelas sufocando.
A casa é pequena. O peito, fechado.
Sabe cantar, mas não canta.
Quer gritar, mas não grita.
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Brincar de dizer do meu eu.
A porta está sempre aberta.